Quem Somos:

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A Resistência Popular é uma tendência político-social, que visa atuar no movimento popular, estudantil e sindical a partir de uma perspectiva classista, não burocrática com democracia de base, ação direta e solidariedade de classe. Defendemos a organização autônoma e direta dos oprimidos, sem a intervenção de políticos profissionais e outros burocratas de carreira. Promover essa organização popular, a partir da base, valorizando o protagonismo do povo e a solidariedade de classe, capaz de forjar um espaço de luta que não se paute pela agenda eleitoral burguesa é o que buscamos. Nos colocamos hoje na defesa da construção da INTERSINDICAL, instrumento de luta e organização da classe trabalhadora. Uma articulação de sindicatos, oposições e coletivos sindicais que tem pautado uma outra perspectiva para a luta sindical em nosso país, objetivando a organização de base e a luta direta contra os governos e os patrões. Contato: resistenciapopular_mt@yahoo.com.br

sexta-feira, 26 de julho de 2013

MOÇÃO DE SOLIDARIEDADE AOS LUTADORES DO SIMCA-RS EM GREVE DE FOME!

Nós moradores, estudantes, trabalhadores de todas as categorias que se articulam dentro da Resistência Popular-MT, viemos por meio desta moção de solidariedade demonstrar nosso total apoio aos lutadores do SIMCA (Sindicato dos Municipários de Cachoeirinha-RS) pela luta que, não é de hoje, vem travando contra os ataques oportunistas e usurpadores das conquistas da luta dos trabalhadores. São praticamente cinco dias em greve de fome, além da categoria já receber um salário no qual trabalhadores mal conseguem custear necessidades básicas de sobrevivência nessa injusta e desigual sociedade capitalista.
Essa tentativa de Reforma da Previdenciária, onde o maior interesse é aumentar os lucros dos banqueiros e seus parceiros, que ocupam sempre estão ocupando cargos políticos na estrutura do Estado. Esses mesmos oportunistas e usurpadores estão demonstrando “descaso” sobre tal fato, onde até o momento não se posicionaram sobre esse golpe contra os trabalhadores. 
Nós da Resistência Popular de Mato Grosso, mesmo longe, queremos deixar claro que também estamos juntos nessa peleia. Atacam um, atacam todas e todos!

Força na luta companheiras e companheiros!
Sigamos sempre Mobilizados na Luta em Defesa dos Nossos Direitos e 
Conquistas Históricas!
Sempre Contra o Autoritarismo!
Reforçamos o Grito com vocês: A PREVIDÊNCIA É DOS TRABALHADORES! NÃO É (E NUNCA SERÁ) DO PREFEITO E MUITO MENOS DOS BANCOS!
NÃO TÁ MORTO QUEM PELEIA!
Arriba lxs que luchan!
Cuiabá/MT, 25 de Julho de 2013.
RESISTÊNCIA POPULAR - MT

domingo, 3 de fevereiro de 2013

ELAOPA - Nota de repúdio ao assassinato de militante do MST-RJ


Nota de repúdio ao assassinato de militante do MST-RJ
Rio Grande do Sul, 27 de Janeiro. 2013.
As organizações e movimentos sociais dos países participantes do X Encontro Latino Americano das Organizações Populares Autônomas – ELAPOPA, reunidos em Porto Alegre nesta data, manifestam o mais profundo sentimento de luto e revolta em relação ao brutal assassinato do militante do MST Cícero Guedes dos Santos. Assassinado por conta das retaliações locais oriundas da ocupação “Luís Maranhão”, na usina de cana-de-açúcar Cambahyba em Campos dos Goytacazes – RJ. Ocupação emblemática, pois nestas terras, pertencentes à família de Heli Ribeiro Gomes, fornos de fabricação de açúcar eram emprestados para incinerar corpos de militantes mortos pela ditadura militar.
Companheiro presente desde a primeira ocupação do MST no estado do Rio de Janeiro, onde hoje é o assentamento Zumbi dos Palmares, Cícero era um militante de garra e presença marcante. Onde houvesse luta, onde houvesse animação no movimento lá estava o companheiro com sua voz firme e suas palavras de ordem sempre desafiando o Capital, sempre combatendo a exploração da classe trabalhadora, resistindo e organizando. Sua trajetória enquanto trabalhador rural é semelhante a de milhares de outros camponeses em nosso continente, migrando de região em região, lutando contra o latifúndio em diversos acampamentos e ocupações de terra em busca de justiça social e soberania popular. Sua família, assim como tantas outras que resistem no campo, nunca se cansou de lutar pela reforma agrária, dispostos sempre a organizar a produção de alimentos saudáveis e a mobilizar novos companheiros para seguir na construção de uma sociedade mais digna e igualitária.
Manifestamos mais uma vez nossa indignação, exigindo que sejam punidos os assassinos e reforçando que é culpado também o Estado brasileiro, que não realiza a reforma agrária. Neste governo que mantém milhares de famílias debaixo de lona e na beira de estradas, sofrendo com todo tipo de ameaças e dificuldades. É culpado também o agronegócio com seu modelo de exploração dos pobres que, quando não mata com o veneno de seus agrotóxicos, mata com a bala de seus capangas.
As sementes do poder popular seguem com vida e, neste momento, companheiros de luta nas mais diversas barricadas da América Latina gritam:
NÃO TÁ MORTO QUEM PELEIA!!
ARRIBA LOS QUE LUCHAN!!
COMPANHEIRO CÍCERO GUEDES… PRESENTE, PRESENTE, PRESENTE!!

 (Texto elaborado no Rio Grande do Sul em 27 de Janeiro de 2013 pelo Encontro Latino Americano de Organizações Populares Autônomas: ELAOPA)

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Manifesto pela vida em defesa dos povos indígenas








Somos todos Guarani-Kaiowá! Somos todos Marãiwatséde!


“Quanto mais as estruturas econômicas neoliberais querem apagar a presença alternativa de povos indígenas no meio de nós mais devemos nos solidarizar com a presença e a vivência alternativas desses povos-raiz, povos-testemunhas de coração unimos nossa solidariedade total às lutas e esperanças dos povos indígenas. A causa é toda nossa, toda do Deus da Vida.” (Dom Pedro Casaldáliga)
Nós cidadãs, cidadãos e entidades mato-grossenses, por meio desse manifesto, levantamos nossas vozes em defesa dos povos indígenas, pois, como afirma Dom Pedro “a causa Indígena é uma causa entranhavelmente NOSSA”. Na atualidade muitos povos originários no Brasil estão submetidos a um contexto de truculência podendo ser considerados como sobreviventes do genocídio histórico praticados contra eles há mais de 500 anos, demonstrando – para espanto do mundo (porque ainda é preciso se espantar!) – que a vida humana, em pleno século XXI, não é tratada com o valor devido e nem com respeito às suas diferenças.
Ante tantas injustiças que vivenciamos cotidianamente levantamos nossas vozes e REPUDIAMOS AS VIOLAÇÕES AOS DIREITOS COLETIVOS desses povos e, para além disso, GRITAMOS A FAVOR DO BEM-VIVER para FORTALECER O RE-EXISTIR, num gesto de franca solidariedade, sem a qual nossa existência também perde o significado.
Ressaltamos que as violações são praticadas contra diversos povos, mas, nesse momento viemos denunciar com veemência as atrocidades praticadas contra dois povos indígenas brasileiros, os Guarani-Kaiowáe os Xavante( Terra Indígena Marãiwatsédé).
O genocídio enfrentado pelos Guarani-Kaiowá do Mato Grosso do Sul é inadmissível! Para saber, o grupo de 170 indígenas que sobrevive à beira de um rio, cercado por pistoleiros, expulso de seu território tradicional onde estão enterrados seus antepassados, onde está plantada sua história, onde sempre vivenciaram sua cultura, sua espiritualidade… hoje, não lhes pertence mais.
São 50 homens, 50 mulheres e 70 crianças que decidiram ficar e morrer coletivamente se preciso for– morrer com tudo o que são na terra que lhes pertence. O grupo, em uma carta endereçada a todos os brasileiros e brasileiras, descreve sua triste situação alimentar (apenas uma refeição por dia) e a violência praticada contra eles, em especial, contra suas lideranças – quatro mortes num grupo de 170 pessoas – dois por suicídios e dois por espancamento e tiros. No dia 30 de outubro de 2012, um recurso da Funai foi acatado pela justiça, mas os pistoleiros continuam a intimidar e, enquanto o processo não é concluído, os Guarani-Kaiowá estão à mercê, suas crianças continuam desnutridas, prosseguem os assassinatos a tiros, espancamentos e atropelamentos nas rodovias que cortam seus territórios. Essa violência sistemática soma-se à do próprio governo brasileiro em sua lentidão nos processos de estudo e demarcação dos territórios tradicionais que, muitas vezes, cedem às pressões dos latifundiários do agronegócio.
A situação, entretanto, não está limitada aquele estado. No Mato Grosso, os Xavante (o povo A’uwe Uptabi) que habitam a Terra Indígena Marãiwatsédé aguardam ávidos pela desintrusão de suas terras. A luta desse povo pelo seu território dura mais de meio século. Desde a década de 1960, quando o território dos Xavante foi ocupado pela Agropecuária Suiá-Missú (o maior latifúndio do mundo na época), esses indígenas foram transferidos para a Terra Indígena São Marcos, na região sul de Mato Grosso, e por lá permaneceram cerca de 40 anos. Entre os longos e sucessivos recursos jurídicos, finalmente a justiça homologou o plano de desocupação dos não índios que ocupam esse território indígena. Foi determinado que Marãiwatsédé volte a ser ocupada por seus primeiros habitantes: o povo Xavante. Manifestamo-nos a favor desse povo, pois, MARÃIWATSÉDÉ É DOS XAVANTE!
Assim, exigimos que, o Governo brasileiro demonstre o significado de sua existência e dos compromissos assumidos com a sociedade na Constituição Federal tomando atitudes concretas para devolver aos Guarani-Kaiowá, aos Xavante e a todos os povos originários brasileiros, o direito de conduzirem suas vidas, com dignidade e autonomia, em seus territórios tradicionais. Exigimos que sejam cumpridos os direitos inalienáveis, indisponíveis e imprescritíveis dos povos indígenas. E para reafirmar nosso compromisso reforçamos nosso brado:
SOMOS TODOS INDÍGENAS! 
SOMOS TODOS GUARANI! 
SOMOS TODOS XAVANTE! 
Assinam este manifesto:
1.    Associação Brasileira de Psicologia Social do MT – ABRAPSO-MT
2.    Associação Brasileira de Homeopatia Popular – ABHP
3.    Associação dos Docentes da Universidade Federal de Mato Grosso – ADUFMAT
4.    Centro Burnier Fé e Justiça – CBFJ
5.    Coletivo Jovem de Mato Grosso – CJMT
6.    Comissão Pastoral da Terra – CPT – MT
7.    Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana – CDDPH/MT
8.    Conselho Indigenista Missionário – CIMI-MT
9.    Escritório de Direitos Humanos da Prelazia de São félix do Araguaia
10. Fórum de Direitos Humanos e da Terra de Mato Grosso – FDHT-MT
11. Fórum Mato-grossense de Meio Ambiente e Desenvolvimento – FORMAD
12. Grupo de Trabalho de Mobilização Social – GTMS
13. Grupo de Pesquisa Movimentos Sociais e Educação – GPMSE
14. Grupo de Estudos Educação & Merleau-Ponty – GEMPO
15. Grupo Pesqusiador em Educação Ambiental, Comunicação e Arte – GPEA/UFMT
16. Instituto Caracol – iCaracol
17. Instituto de Saúde Coletiva – ISC/UFMT
18. Instituto Humana Raça Fêmina – INHURAFE
19. Movimento dos trabalhadores Sem-Terra – MST – MT
20. Núcleo Teresa de Benguela – Psol
21. Operação Amazônia Nativa – Opan
22. PET Conexões de Saberes
23. Plataforma DHESCA-Brasil, relatoria de meio ambiente
24. Rede Mato-grossense de Educação Ambiental – REMTEA
25. Resistência Popular – MT
26. Rusga Libertária
Fonte: http://direitoshumanosmt.blogspot.com.br/2012/11/manifesto-pela-vida-em-defesa-dos-povos.html

sábado, 8 de setembro de 2012


Carta divulgada pelos funcionários do SAMU de MT referente à péssima qualidade de trabalho que estão sendo subordinados. Onde aponta toda estratégia do governo em cada vez mais deixar sucateado esse serviço para que se possa justificar a privatização da saúde em sua totalidade!
Nós da Resistência Popular de MT estaremos dispostos a dar todo apoio e presença nessa e em outras lutas, ombro a ombro, que serão travadas para combater a ânsia privatista que vem sendo empurrada no rumo de acabar com os bens públicos da população!


Carta Aberta ao Conselho Estadual de Saúde do Estado de Mato Grosso e à População Mato-grossense

Cuiabá, 20 de agosto de 2012.

Os Servidores do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência – SAMU 192 do estado de Mato Grosso, profissionais trabalhadores a serviço da vida, que desempenham suas atividades diuturnamente no salvamento destas, em respeito à população que sempre defenderam, colocando-se por vezes sob risco de vida, vem ao pleno do Conselho Estadual de Saúde de Mato grosso e à população em geral mostrar as situações de trabalho a que estamos sendo submetidos e que põe em risco a saúde do trabalhador e do usuário do serviço.
Tendo por base os resultados preliminares obtidos a partir dos Diagnósticos Situacionais da Saúde do Trabalhador e da Assistência Farmacêutica, ambos realizados no SAMU, no ano de 2012, nós servidores abaixo assinados, viemos reivindicar as melhorias das condições de trabalho e saúde que seguem elencadas:

  1. Não atendimento a solicitação da alteração da carga horária de 30 para 40 horas, levando a diminuição do número de plantões e a ineficiência do serviço e/ou sobrecarga dos servidores, devido ao número insuficiente dos mesmos para cumprimento de plantões. Os servidores com 30 h só podem cumprir 10 plantões mensais;
  2. Manutenção inadequada mecânica e elétrica das Unidades de Resgate, pondo em risco a vida dos servidores e dos usuários;
  3. Desabastecimento de medicamentos e materiais médico hospitalares, colocando em risco a vida dos usuários;
  4. Inadequação das condições de armazenagem de produtos de limpeza, alimentos, materiais médico-hospitalares, medicamentos e produtos inflamáveis, proporcionando riscos à vida dos servidores e dos usuários inclusive com risco de explosão;
  5. Central de material esterilizado com processos de limpeza, desinfecção e esterilização comprometidos pela quebra de equipamentos e ausência de materiais para correta esterilização, proporcionando risco de contaminação aos servidores e usuários;
  6. Ausência de exames periódicos preventivos para os servidores do SAMU;
  7. Prédio onde funcionaria a nova central de regulação (antigo Hospital Modelo) e a administração foi interditado por problemas estruturais, impedindo a transferência do SAMU com consequente melhoria na prestação de serviços à sociedade;
  8. Falta de materiais de limpeza, copos descartáveis, papel toalha e papel higiênico, levando ao uso de gazes para a higiene íntima;
  9. Não pagamento de plantão, por ingerência da administração geral da SES;
  10. Não pagamento de insalubridade na faixa de risco avaliada;
  11. Não pagamento de periculosidade, que já foi avaliada por profissional competente;
  12. Água contaminada pela sujeira na caixa d’água, proporcionando risco à saúde dos servidores e dos usuários;
  13. Pias e vasos sanitários entupidos e danificados;
  14. Exposição a vibração excessiva nas URs;
  15. Exposição a temperatura excessiva, uma vez que os ares condicionados das Unidades de Resgates apresentam problemas de manutenção, chegando a temperaturas de 50°C comprometendo a estabilidade dos medicamentos e à saúde dos servidores e usuários, bem como ausência de ares condicionados nos ambientes de repouso, alimentação e áreas de trabalho em quantidade insuficiente e/ou em bom estado de funcionamento;
  16. Condições de segurança contra incêndio inadequado, como extintores com prazo de validade vencido e em quantidade insuficiente;
  17. Bases com tamanho do local de trabalho ou de descanso com m²/pessoa insuficiente;
  18. Ausência de manutenção predial, com goteiras, paredes sujas e com mofo até mesmo em área de armazenagem e esterilização, iluminação insuficiente, com servidores trabalhando as escuras uma vez que o serviço é 24 horas;
  19. Local de repouso inadequado, com número insuficiente de camas e/ou colchões, com servidores dormindo no chão, que em período de chuva encontra-se alagado;
  20. Local para refeições e preparação de alimentos com estrutura física, utensílios e móveis inadequados ou ausentes, bem como o não fornecimento de café;
  21. Fornecimento de alimentação inadequada quanto à qualidade, transporte, vasilhames apropriados, higiene e temperatura;
  22. Não fornecimento de EPIs (equipamento de proteção individual), pois os servidores trabalham com roupas comuns, sem uniformes ou com uniformes em condições precárias (rasgados, puídos, desbotados). EPC (equipamentos de proteção coletiva) em quantidade inadequada e/ou ausente;
  23. Os equipamentos utilizados nos atendimentos aos usuários não apresentam boas condições de uso, pela falta de manutenção preventiva ou quantidade insuficiente;
  24. Condições ergonômicas de trabalho inadequadas;
  25. Descontinuidade de abastecimento de água, gerando problemas na higienização dos servidores e das URs, impactando indiretamente a saúde dos usuários;
  26. Ausência de controle de vetores, com presença de ratos, escorpiões e baratas, colocando em risco a saúde dos servidores e impactando indiretamente a saúde dos usuários;
  27. Falta de psicólogo para auxiliar os servidores que vivem sob risco emocional traumático permanente;
  28. Cursos de capacitação extensível a todos os setores do SAMU, dificultando a melhoria das condições do serviço que é especializado;
  29. Ruído excessivo para tele atendentes, rádio operador e no interior das ambulâncias levando a diminuição da acuidade auditiva;
  30. Deficiência no sistema de rádio comunicação, em decorrência da ausência de sinal, gerando atendimento inadequado;
  31. Ausência de sistema informatizada para cadastro das ocorrências;
  32. Contrariedade dos servidores referente a privatização dos serviços do SAMU pela entrada de OSS.
Queremos ressaltar que a situação acima diagnosticada pode proporcionar:
  • Risco à saúde e à vida do paciente, com agravamento do quadro clínico e consequente diminuição da qualidade de vida;
  • Aumento do custo hospitalar para o SUS pelo agravo do quadro do paciente;
  • Aumento do custo da previdência social pelo aumento do número de dias perdidos de trabalho em função do atendimento inadequado;
  • Ações judiciais pela inoperância do serviço;
  • Aumento do consumo de materiais e medicamento, pela perda dos mesmos devido às condições inadequadas, gerando impacto negativo na gestão;
  • Impacto ambiental negativo pela geração de resíduos excessivos;
  • Comprometimento da saúde do trabalhador;
  • Aumento dos gastos públicos;
Desde já, esperamos que o Pleno do Conselho Estadual de Saúde mostre apoio aos servidores do SAMU, a fim de que possamos dirimir paulatinamente nossas dificuldades de trabalho e solucionando os problemas.

AJUDEM AQUELES QUE SEMPRE OS SOCORRERAM!




segunda-feira, 23 de abril de 2012

Vitória dos moradores combatentes do Assentamento Canaã… Só a Luta faz Valer!






Três meses de organização, correria, noites perdidas e muita luta, foi o que as companheiras e os companheiros do Assentamento Canaã enfretaram. Vários momentos árduos, preocupantes, tensos… que no final da conta trouxe um grande retorno.
No dia 19 de abril de 2012 foi decretado que a terra pela qual foi travada muita luta é realmente dos moradores que estiveram e permanecerão em luta. Um dia de comemoração pelos dois anos de resistência nessa região, um dia de comemoração pelas conquista que foram adquiridas nesses três meses.
Parabéns Companheiras e Companheiros, essa TERRA É NOSSA! CANAÃ É NOSSA!
É a prova que Só a Luta Faz Valer…
É a prova que a História são os Pobres que as fazem e que a Vitória está nas mãos de quem Peleia!

Continuaremos sempre em luta, pois os golpes da especulação imobiliária ainda irá continuar. Há vários Pinheirinhos, vários Canaãs que precisará de força, apoio mútuo e organização popular!

Povo na rua, pra resistir, pra lutar é Povo que avança para o Poder Popular!
Só a luta faz valer! (José Pinto)

http://www.youtube.com/watch?v=JEfYAyBim3k&feature=player_embedded



http://rusgalibertaria.wordpress.com/2012/04/20/vitoria-dos-moradores-combatentes-do-assentamento-canaa-so-a-luta-faz-valer/

sexta-feira, 13 de abril de 2012

3º Cine Sociais: 48 anos do Golpe Militar no Brasil. O Cheiro de Sangue Ainda Está Presente, Os Assassinos Ainda Estão Soltos!

    Há muito tempo não é presenciado na Universidade Federal de Mato Grosso, Universidade que surgiu no periodo da Ditadura Militar no Brasil, um debate sobre esse tema. Tema que até hoje em dia é motivo para gerar grande silêncio do Estado. Muitas pessoas até os dias atuais não foram encontradas, nem seus corpos revelados onde possivelmente devem ter sido desovados.
    Essa atividade em parceria com o Centro Acadêmico de Ciências Sociais da UFMT, gestão IKO Tema, é a tentativa de retomar essa discussão de grande importância, pois ainda vivemos muitas práticas que eram da Ditadura.
     O documentário escolhido, Cidadão Beilesen, irá reatratar como o empresário dinamarquês naturalizado brasileiro, Henning Boilesen, teve participação direta e indiretamente na Ditadura.

Data: 20/04/2012
Local: Auditório 2 - ICHS/UFMT
Horas: 19 horas
Mediadora: Bruna Pastore
Duração do documentário: 90 minutos.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Caso Canaã! Direito a Moradia em questão.


Os movimentos sociais organizados em torno da luta pela moradia em Cuiabá e pela permanência dos moradores do Assentamento Canaã em suas moradias, convida para o debate todas as pessoas interessadas e apoiadoras dessa luta.
"Eu luto hoje, luto amanha. Somos todos Assentamento Canaã!"

Pois, "quando morar é um privilégio. Ocupar é um direito!"

MANIFESTO DOS MOVIMENTOS SOCIAIS EM SOLIDARIEDADE AO ASSENTAMENTO CANAÃ SOMOS TODOS CANAÃ!

Os movimentos sociais vem a público manifestar seu apoio e solidariedade aos moradores do Assentamento Canaã. O assentamento existe a mais de 2 anos onde convivem cerca de 350 famílias, na sua grande maioria crianças, mulheres e idosos. Essas famílias podem a qualquer momento serem despejadas de suas casas por decisão judicial. É importante frisar que a mesma justiça que diz querer garantir o direito a propriedade, parece apagar da constituição o direito a moradia e a função social que a propriedade deveria ter. Viemos a público cobrar do governo federal, estadual e municipal uma solução imediata e pacífica dessa situação, pois, não é possível em pleno século XXI às questões sociais serem tratadas como questão de polícia, e assim, que deve ser tratada a situação do Assentamento Canaã como um problema social, onde grande parte de brasileiros não consegue ler o mínimo para suas necessidades imediatas e vivem a margem da sociedade sem direito a emprego, saúde, educação e nesse caso, a moradia. Dessa forma viemos a público reafirmar nosso compromisso com os moradores do Assentamento Canaã e que estaremos juntos nessa batalha para que situações como essas não aconteçam como foi o caso de Pinheirinho em São José dos Campos e que injustiças como essa não aconteça em terras mato-grossenses.
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Assinam esse manifesto:
MST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra)
FORUM NACIONAL DE DIREITOS HUMANOS
INTERSINDICAL (Instrumento de Luta e Organização da Classe Trabalhora)
OPOSIÇÃO CORREIOS
RESISTÊNCIA POPULAR-MT
ALTERNATIVA SINDICAL SOCIALISTA
CENTRO BURNIER FÉ E JUSTIÇA
MRS (Movimento Rumo ao Socialismo)
MAMA (Movimento Articulado de Mulheres Amazônicas)
SINDIMED (Sindicato dos Médicos do Estado de MT)
SINETRAN (Sindicato dos Servidores do Dep. Estadual de Trânsito do Estado de MT)
SINDJUFE (Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário Federal do Estado de MT)
DCE UNIC (Diretório Central dos Estudantes)
CSP CONLUTAS
UNE PELA BASE
CONTRAPONTO
PSOL (Partido Socialismo e Liberdade)
COMITE POPULAR DE DEFESA DO MEIO AMBIENTE
RUSGA LIBERTÁRIA - FAO
COMITE EM DEFESA DA SAÚDE PÚBLICA
ASSOCIAÇÃO DOS MORADORES DO ASSENTAMENTO CANAÃ
FRENTE DE LUTA DOS CENTROS ACADÊMICOS
COLETIVO BARRICADAS ABREM CAMINHOS
CAEF (Centro Acadêmico de Eng. Florestal UFMT)